Trabalho remoto não começou com a internet
Quando a gente pensa em "trabalho remoto", a imagem que vem à cabeça é alguém de home office, notebook aberto, chamada de vídeo. Mas essa forma de trabalhar é bem mais antiga do que parece - e entender isso ajuda a enxergar o home office não como uma "novidade da pandemia", e sim como um modelo que está voltando.
Nem toda pessoa remota trabalha do mesmo jeito
Existem três formas principais de trabalho remoto, e elas mudam bastante a relação da pessoa com a empresa:
- Funcionário com vínculo formal: tem carteira assinada, mas faz as atividades de casa
- Autônomo/freelancer: trabalha por conta própria, sem vínculo fixo com nenhuma empresa
- Empresário home-based: tem CNPJ próprio e a sede do negócio é a própria residência
Um modelo antigo, que quase desapareceu
Antes da Revolução Industrial, era comum artesãos trabalharem em oficinas montadas no térreo da própria casa. Com a industrialização, esse modelo praticamente sumiu: as pessoas passaram a se deslocar até fábricas para trabalhar. Só décadas depois, com a internet, esse jeito de trabalhar em casa voltou - só que agora com outra cara.
As três ondas de Alvin Toffler
O escritor Alvin Toffler, em A Terceira Onda (1980), dividiu a evolução da sociedade em três momentos:
| Onda | Sociedade |
|---|---|
| 1ª onda | Sociedade Agrária |
| 2ª onda | Revolução Industrial |
| 3ª onda | Era digital |
💼 Na RSTech:
Quando o app precisou de uma reformulação visual rápida, a empresa não contratou ninguém novo - combinou três formas diferentes de trabalho remoto.
- A Adriana, que já é funcionária com vínculo formal (CLT), assumiu o desenvolvimento das novas telas trabalhando de casa mesmo.
- Para o design, chamaram a Camila, uma freelancer que topou fazer só esse projeto pontual, sem vínculo fixo com a RSTech.
- E para revisar a parte de segurança do app antes do lançamento, a empresa contratou a DataSec, uma microempresa home-based de um especialista que atende várias empresas pequenas direto de seu próprio escritório em casa.
No fim, três formas de trabalho remoto diferentes - cada uma com uma relação distinta com a empresa - trabalharam juntas no mesmo projeto.
A lição: Trabalho remoto não é uma coisa só. Pode ser um funcionário de carteira assinada trabalhando de casa, um freelancer que entra e sai por projeto, ou até uma empresa terceirizada que nunca pisa no seu escritório. O que muda é o tipo de vínculo - não o fato de estar remoto.
Comentários
Postar um comentário