Adaptar a mensagem ao receptor

Antes de falar, o emissor costuma pensar "eu sei o que estou dizendo". 

O pensamento certo é outro: "a pessoa que vai receber consegue entender o que estou dizendo?". Uma boa mensagem considera: 
  • Clareza
  • Objetividade
  • Idioma 
  • Linguagem
E é planejada pensando em quem vai recebê-la.

Cada público tem um repertório

Numa empresa, o público muda conforme o nível (estratégico, tático ou operacional), e cada um tem conhecimentos e necessidades diferentes. 

Um exemplo: 

O setor de TI diz à diretoria "precisamos implementar uma solução de autenticação multifator para reduzir vulnerabilidades". 

➜ Para a equipe de TI, isso é normal. 

➜ Para os demais funcionários, talvez seja melhor: 

"vamos adotar uma segunda etapa de segurança no login para proteger melhor os sistemas da empresa". 

A informação é praticamente a mesma, mas a linguagem mudou. Isso é adaptar a mensagem ao receptor.

Quem domina, simplifica

Segundo Torquato, quanto mais domínio o emissor tem sobre um assunto, maior tende a ser sua capacidade de explicá-lo de maneira simples. 

Quem realmente domina não precisa de palavras difíceis para parecer inteligente. 

💼 Na RSTech

O Gabriel (TI) precisou explicar por que o app teria que passar por uma reorganização de infraestrutura. Na primeira tentativa, disse ao Sr. José e à Carmem: 

"Precisamos migrar para uma arquitetura de microsserviços com escalabilidade horizontal." 

➜ Os dois ficaram sem entender

Gabriel percebeu, foi até o quadro e reformulou: 

"Vamos organizar os sistemas para o app continuar rápido mesmo com muita gente usando." 

A informação era a mesma. A diferença é que a segunda versão foi pensada para quem estava ouvindo, e só sai assim de quem entende bem do assunto.

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